• Geral

    Domingo, 12 de Abril de 2015

    O termo crème brûlée vem do francês e significa creme queimado. Esta clássica iguaria tem como principal característica uma superfície caramelizada, gratinada com açúcar pouco antes de ser servido.

    O caramelo deve ser duro o suficiente para rachar quando sofrer o impacto de uma colher. O segredo está em endurecer e escurecer o açúcar sem cozinhar demais o creme. Para isso, usa-se um maçarico ou coloca-se o prato sob um gratinador.

    A origem do crème brûlée é um pouco controversa. Para os espanhóis, é uma variação da “crema catalana”, que dizem ter surgido no século XVII. Para os ingleses, é uma variação do “burnt cream”, que traduzido para o francês virou “crème brûlée”, que chegou na França no século XIX e ficou mundialmente famoso como uma invenção francesa. Em Portugal, chama-se leite-creme.

    Considerado uma sobremesa sofisticada, ele oferece infinitas possibilidades de sabor, tais como café, chocolate, doce de leite, limão, bebidas alcoólicas, entre outras. Todas elas partem da receita base, o creme anglaise: gemas, leite, creme de leite e açúcar.

    (0) Comentar
  • Geral

    Domingo, 05 de Abril de 2015

    O Boeuf Bourguignon é um prato que utiliza ingredientes simples, estilo um picadinho ou carne de panela, com a diferença da complexidade aromática e de sabores do prato. Na verdade cada um tem a sua receita, em geral, receitas de família. É considerado um prato popular na França.

    Como todo bom prato clássico, existem divergências sobre sua origem, mas a maioria das referências citam a região de Borgonha, na França, como berço da iguaria, e os vinhos da região eram utilizados no preparo.

    A receita foi inventada para utilizar cortes de carne mais duros, que precisam de um longo período de cozimento para ficarem macios. Além disso, eram acrescentados vinho e elementos aromáticos para esconder sabores desagradáveis que poderiam existir pela má conservação dos produtos.

    Uma referência que chama a atenção, e não deixa de ser possível pela história, é que no século XV, durante a Renascença, a nobreza italiana vivenciou uma grande mudança nos hábitos alimentares. A comida que antes era servida de maneira rudimentar passa a receber um tratamento especial.

    Grandes descobertas gastronômicas permitiram que os temperos fossem usados de maneira correta, realçando o gosto dos alimentos. Além disso, começaram a se preocupar com a apresentação dos pratos. Em resumo, as refeições passaram a ter outro sentido na vida das pessoas, proporcionando momentos de prazer e entretenimento.

    Esse novo conceito de alimentação foi levado para a França por Catarina de Médici, que se casou com o Rei Henry II e se tornou rainha da França. Sua comitiva incluía cozinheiros de Florença com vasto conhecimento e habilidades, fato que mudou drasticamente a história da gastronomia francesa.

    (0) Comentar
  • Geral

    Domingo, 29 de Março de 2015

    A Páscoa é oficialmente o período mais doce do ano. É quando as pessoas comem chocolate sem culpa e sem medo de serem felizes.

    Todos os anos, as grandes marcas lançam novidades para esta época, os ovos de chocolate sempre ganham uma nova padronagem ou sabores novos.

    Mas com a onda gourmet, que arrasta multidões para restaurantes e cursos de gastronomia, a iguaria não para de sofrer atualizações: a moda agora é o ovo de colher, onde uma banda de chocolate recebe diversos recheios e o tradicional chocolate ganha uma roupagem nova.

    Foi assim que, aos poucos, o “raio gourmetizador” começou a ameaçar a hegemonia dos produtos industrializados, até pouco tempo as vedetes da estação.

    É um sabor mais gostoso que o outro! Vale à pena experimentar!

    (0) Comentar
  • Domingo, 22 de Março de 2015

    O raclette ou a raclette. As duas grafias estão corretas. O significado, porém, é diferente. O raclette é um queijo; a raclette é um prato originalmente suíço – uma combinação de diversos ingredientes com queijo derretido, o já mencionado raclette.

    Esse queijo peculiar tem consistência relativamente firme, mas é ao mesmo tempo macio e cremoso. De cor dourada ou marfim e com poucos buracos, seu sabor depende de amadurecimento e pode ser bastante frutado e aromático. O queijo perfeito deve apresentar um anel bege escuro em sua volta. E não pode ter rachaduras.

    A palavra raclette vem do francês racler, raspar. Da mesma forma que há controvérsias sobre a origem da fondue, este delicioso prato também traz mistério em seu passado: pode ter surgido tanto há um, como há três séculos.

    Há registros medievais sobre uma refeição nutritiva à base de queijo, consumida por pastores: eles tinham o hábito de levar o queijo consigo quando transportavam o gado de uma pastagem a outra, subindo as montanhas. À noite, ao redor da fogueira, derretiam o queijo no fogo e raspavam pão sobre as partes derretidas, reforçando as energias para o dia seguinte. Desde então, a raclette desceu as montanhas, foi para o lado dos cantões suíços de língua alemã e atravessou fronteiras.

    Na Suíça os restaurantes tradicionais servem raclette à moda da casa: com um suporte próprio, derretem e exibem o queijo para toda clientela ficar com água na boca. Atendem pessoalmente um a um. Bastante popular naquele país e menos conhecida entre nós, a raclette, por lá, compete com a fondue. Entre os suíços, fica impossível identificar as preferências, eles não têm opinião formada, mas consideram ambas as especialidades “patrimônio nacional”.

    Hoje em dia, modernos aparelhos elétricos fazem as vezes das antigas chamas. Eles podem servir até oito pessoas e, dispostos no centro da mesa, atendem a cada um individualmente com pá e espátula. É um instrumento prático e seguro: o queijo, dentro da pá, é introduzido embaixo da grelha elétrica, até derreter.

    (0) Comentar
  • Domingo, 15 de Março de 2015

    Empanada é um tipo de pastel assado mas que, embora menos usualmente, também pode ser frito. Geralmente comida com as mãos, é feita com massa de farinha de trigo, recheada com carne bem temperada e picante, guarnecida de outros ingredientes que variam de região para região.

    Com o passar do tempo a empanada ganhou novos recheios e hoje, como acontece com as pizzas, há empanadas de praticamente tudo – da carne de boi, de frango ou peixe ao milho (humita), hortaliças e queijo com cebola, entre outros. Uma das características que identifica uma boa empanada é a umidade do recheio.

    Apesar de ter cruzado o Atlântico com os colonizadores espanhóis, a empanada tornou-se um dos expoentes da gastronomia latino-americana, sendo preparada com receitas assemelhadas, em vários países, entre outros, Chile, Bolívia, Venezuela e Argentina.

    Mas é na Argentina que a iguaria reina absoluta. Verdadeira paixão nacional, a empanada compõe com o churrasco e o doce de leite a tríade mais famosa da culinária de “los hermanos” e também faz muito sucesso entre os brasileiros, já sendo encontrada em várias cidades do Brasil.

    Como levam as empanadas a sério, os argentinos têm alguns cuidados no preparo do seu mais tradicional recheio: a carne bovina. Desaconselham o uso da carne moída, porque seca rapidamente e requer mais gordura para o cozimento. Preferem o contrafilé. Cortam a peça em bifes, a seguir em finas tiras e depois picam a carne na ponta da faca. Muitos não dispensam a grasa de pella (ou a gordura de porco), sem a qual, acreditam, é impossível fazer uma autêntica empanada argentina.

    Especula-se que a origem da empanada remonte à antiga Pérsia e que de lá tenha sido levada para os países árabes, onde era preparada com carne de carneiro e trigo burgol. Essa iguaria, muito similar à empanada de hoje, era chamada de “esfiha” ou “fatayer”, e chegou à Península Ibérica nos farnéis de viagem dos conquistadores mouros em 711. Os sete séculos de ocupação árabe popularizaram o alimento em terras espanholas, e os conquistadores e colonizadores espanhóis que cruzaram o Atlântico e aportaram no Novo Continente trouxeram-na para a América.

    Pode ter sido assim, mas o que se imagina é que, em algum momento, buscando um alimento nutritivo, menos perecível e de fácil transporte, alguém tenha tido a ideia de abrir um pão ao meio, recheá-lo com alguma carne guisada e fechá-lo. Deu-se a isso o nome de comida “empanada”, ou seja, “dentro do pão”. Surgia o que viria a ser chamado de sanduíche e, quando uma mente mais pragmática resolveu assar o pão já com o recheio, surgiu a empanada. No continente sul-americano, a receita espalhou-se por toda a região andina e, na Argentina, cada província se apropriou dela para adaptá-la, enriquecê-la e reinventá-la!

    (0) Comentar
  • Geral

    Domingo, 08 de Março de 2015

    Croissant 1

    Iguaria cujo nome significa “meia-lua”, o croissant é o pão de massa folhada mais famoso em todo o mundo, tendo muitos adeptos que não lhe resistem. Porém, e ao contrário do que muitos pensam, a sua origem não está em terras francesas, mas sim na Áustria. Seu surgimento é mesmo considerado uma das grandes lendas da culinária.

    Croissant 2

    Reza a lenda que o croissant foi inventado por volta de 1683 em Viena – na ocasião, o Império Otomano tentava aumentar as suas possessões na Europa. Como não conseguiam entrar nas portas da cidade de Viena, o exército decidiu que durante algumas noites escavariam um túnel até ao centro da cidade.

    Croissant 3

    Todavia, não contavam com os padeiros de Viena, que permaneciam acordados durante a noite para que de manhã houvesse pão fresco em todas as mesas. Os padeiros ouviram barulho e deram o alarme, o que fez com que os turcos não tivessem êxito na sua tentativa de conquistar a cidade.

    Croissant 4

    Os padeiros não quiseram nenhuma recompensa a não ser o direito exclusivo a criar algo que comemorasse a vitória sobre o inimigo. Decidiram criar uns pãezinhos folhados em forma de meia-lua, símbolo representado na bandeira turca: assim, os vienenses tinham a oportunidade de, ao comer este pão, destruir o símbolo dos inimigos. Este pãozinho ficou conhecido por “Viennoiserie”.

    Croissant 5

    Só mais tarde, por volta de 1770, é que o croissant chegou ao território francês, através de Maria Antonieta, austríaca de nascença e que se tornou Rainha de França. Este era um pãozinho que a mesma adorava e como tal levou-o consigo para o país que a acolheu. Por lá, rapidamente se tornou popular e foi por essas terras que tomou o nome por que hoje é conhecido em todo o mundo.

    Croissant 6

    Hoje, o croissant é uma presença assídua nas refeições das famílias francesas e vendido em todas as padarias e ruas de França. Mesmo não sendo francês, no brunch ou no lanche, simples ou com chocolate, doce de ovos ou compota de frutos, ou ainda com mel, um croissant é sempre bem-vindo!

    Croissant 7

    (0) Comentar
  • Geral

    Domingo, 11 de Janeiro de 2015

    Se pudéssemos escolher um doce como o mais representativo da confeitaria Argentina, provavelmente o alfajor seria o mais votado.

    A tradição dessa iguaria permeia os 130 anos. A história, porém, nos leva um pouco mais longe, na origem da palavra al-hasu, que significa “recheado”. Como o torrone e o xarope, o alfajor é uma antiga invenção culinária de origem árabe, tradicionalmente feito de massa de amêndoas, nozes e mel.

    Foi introduzido na Espanha no início do século VIII, quando os árabes derrotaram o último rei dos visigodos. A influência árabe permeia a península ibérica e os hábitos alimentares são um bom exemplo disso.

    Com a posterior conquista espanhola em grande parte do novo continente americano, essas receitas começaram a se espalhar pelo mundo. 

    Na Argentina levou um tempo razoável para ser conhecido como “alfajor”, o que ocorreu no século XIX. Muitos atribuem a origem do alfajor à cidade de Córdoba, onde em certos redutos religiosos árabes preparavam estas receitas, incluindo bolos quadrados unidos por um doce feito de leite e açúcar, com um revestimento açucarado chamado de “cobertura”.

    A industrialização do alfajor se deve a Augusto Chammas, químico francês que chegou à Argentina em meados do século XIX e abriu uma pequena empresa familiar em Córdoba, voltada para a fabricação de doces e compotas. A mudança não foi maior, mas essencial: em vez de quadrado, o novo formato passou a ser redondo, tal como a conhecemos até hoje com o nome de alfajor.

    (0) Comentar
  • Próximos posts
  • Loja Goiânia

    (62) 3093 1717

    Newsletter

    Para receber as novidades da Aldeia, cadastre seu e-mail aqui: