• Gastronomia

    Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018

    Sábado é dia de feijoada! Que tal aproveitar para conhecer um pouco mais sobre a origem desse prato tão amado pelos brasileiros? O Murilo Gagliardi, do Sabor à Vida, vai nos ajudar a a desvendar essa história!

    Se você achava que a Feijoada era uma criação dos escravos, na senzala, lá nos tempos coloniais, e que era feita com os restos descartados do porco (pés, orelhas e rabo) pela casa-grande, está na hora de você mudar seus conceitos… Antigamente não havia esse paradigma de que essas partes do porco eram “restos”. Elas eram consideradas nobres, até mesmo a cabeça, focinho, língua, que hoje muitos desprezam. Os portugueses trouxeram ao Brasil, durante a colonização, receitas que tinham como matéria-prima justamente essas partes do porco.

    A alimentação na época era muito pobre no geral, pois a agricultura e o transporte dos alimentos eram bem deficientes. Sem contar os altos preços dos alimentos que vinham de Portugal. Os séculos 16 a 18 foram marcados pela escassez de alimentos, dessa forma não podia ter desperdício. Com isso a dieta no geral era basicamente composta por feijão, carne-seca, milho, coco e banana – sem contar o famoso “angu”, que era uma mistura de farinha de mandioca com água. Termo que usamos hoje pejorativamente quando nos referimos às misturas simples de ingredientes, sem tempero e consequentemente sem sabor.

    Como a Feijoada não foi inventada pelos escravos, a ideia de que ela é uma invenção 100% brasileira deve ser descartada também. Os índios e negros não tinham o costume de misturar o feijão com a carne. Sua origem é européia, vinda do Império Romano. Ela foi provavelmente uma releitura/adaptação de cozidos portugueses que misturavam carnes e grãos, como o Cassoulet Francês (ensopado de feijão branco com linguiça, carnes de boi, carneiro, ganso, pato ou galinha). O que faz com que ela seja considerada brasileira, seria o uso do feijão preto, que foi implantado à nossa cultura gastronômica pelos negros, vindos da África.

    Com a Feijoada consolidada, seus acompanhamentos e guarnições foram surgindo no século 19: Arroz branco, Farofa, Couve refogada, Torresmo, Mandioca frita, Pastel, Caipirinha, Laranja entre outros. Estudos indicam que a Feijoada foi oferecida publicamente, pela primeira vez, no G. Lobo, que foi um restaurante no Rio de Janeiro, fundado no mesmo século. Não temos como negar que o feijão preto não seja uma preferência carioca. A receita teria migrado da cozinha do G. Lobo para outros restaurantes da cidade, bem como também: São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

    A Feijoada tornou-se uma preferência nacional e é considerada o primeiro prato brasileiro para a maioria da população. Inserida popularmente às quartas e sábados nos cardápios dos restaurantes, ela está espalhada por todo o Brasil, como a receita mais representativa da Cozinha Brasileira, considera hoje não apenas como um prato, e sim, refeição completa.

     

    Fonte: www.saboravida.com.br

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  • Gastronomia

    Sábado, 02 de Dezembro de 2017

    Tipicamente brasileira, a feijoada é uma paixão nacional e prato quase obrigatório para o almoço de sábado, né? Se você vai receber os amigos para o almoço e deseja inovar com algo nada muito difícil ou elaborado, não deixe de conferir essa versão sem carne do tradicional prato brasileiro!

     

    Receita de feijoada vegetariana

    Ingredientes

    500 g de feijão preto
    1 cabeça de alho
    2 cebolas
    1 salsão
    200 g de cogumelo paris
    200 g de shimeji
    2 berinjelas
    4 beterrabas
    1/2 abóbora japonesa
    4 cenouras
    500 g de tofu defumado
    2 pimentas dedo de moça
    1 maço de salsa
    1 maço de cebolinha
    1 maço de coentro
    4 colheres de sopa de azeite extra virgem
    4 folhas de louro
    Sal rosa a gosto

    Modo de preparo

    Deixe o feijão de molho por 24 horas, trocando a água a cada 8 horas. Então, coloque em uma panela cheia de água, com sal e as folhas de louro, e cozinhe até a metade do tempo necessário. Reserve. Corte as berinjelas em cubos grandes, a beterraba em 8 partes iguais, as cenouras em rodelas, a abóbora em triângulos e o tufu defumado em cubos pequenos. Pique o alho, a cebola e o salsão finamente. Em uma frigideira, salteie a berinjela e, em seguida, os cogumelos com óleo de girassol e alho. Reseve. Regue a abóbora e a beterraba com um fio de óleo e leve ao forno por 20 minutos. Reserve. Em outra fridigeira, faça um refogado com alho, cebola, salsão, pimenta dedo de moça e talo de salsinha. Adicione o refogado ao feijão, ligue o fogo novamente e quando começar a ferver, adicione os legumes, os cogumelos e o tofu e deixar apurar até que o feijão fique cozido e o caldo grosso. Finalize com as ervas frescas, azeite e sal rosa. Sirva com arroz, farofa e couve refogada. 

    Arrisque fazer em casa e comprove você mesmo que tudo sairá exatamente com aquele gostinho delicioso!

     

    Fonte: Receita do chef Thiago Medeiros para a Casa Vogue.

     

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