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    Sexta-Feira, 12 de Dezembro de 2014
    Obsolescência programada: ação que prejudica o meio ambiente

    Em pleno século XXI, algumas diretrizes da indústria mundial precisam ser revistas com urgência. Uma delas, e talvez a que mais conflita com a corrente mundial no sentido da sustentabilidade, é o conceito da obsolescência programada, que consiste na ideia dos fabricantes em aumentar a velocidade do envelhecimento de seus produtos para estimular o consumismo e, com isso, suas vendas.

    Durante o uso diário o desgaste dos produtos é natural e depois de um tempo eles normalmente tendem a ficar obsoletos. Porém, a velocidade com que isso vem acontecendo ultimamente aflige os ambientalistas. Essa situação é parte da estratégia dos fabricantes desenvolvida após a crise de 1929 e o boom do consumo em massa na década de 1950.

    Até 1920, os produtos fabricados eram feitos para durarem para uma vida; depois disso, a situação mudou principalmente na indústria de eletrodomésticos. Uma das principais justificativas para o lançamento de novos modelos de celulares, por exemplo, é o avanço da tecnologia, mas restam dúvidas se essa tecnologia avança tão rapidamente assim.

    Existem duas formas de obsolescência programada. A primeira é a que o consumidor é levado a considerar o produto que tem em casa velho em razão do lançamento de novas versões. O outro tipo é a funcional, em que o produto tem sua vida útil abreviada de propósito. Como aconteceu na década de 1920, quando fabricantes de lâmpadas da Europa e dos EUA decidiram, em comum acordo, diminuir a durabilidade de seus produtos de 2,5 mil horas de uso para apenas mil.

    O maior problema de todo este processo é o grande impacto ambiental gerado. A troca regular de produtos aumenta a produção de lixo, o que prejudica o meio ambiente. Se considerarmos que o setor da indústria que mais utiliza a estratégia de obsolescência programada é o de eletrodomésticos, a situação piora, uma vez que lixo eletrônico contém metais pesados que podem contaminar a natureza. Além disso, o estímulo à produção acarreta um maior gasto energético e maior utilização de matérias-primas.

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