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    Domingo, 14 de Dezembro de 2014
    A polêmica do glúten

    É muito comum nos depararmos com os dizeres “SEM GLÚTEN” ou “NÃO CONTÉM GLÚTEN” em alguma embalagem de alimento. Hoje em dia, a busca por alimentos sem esta substância está cada vez mais disseminada. Mas o seu consumo realmente faz mal ou é só mais um boato que corre por aí?

    O glúten é uma combinação muito específica de proteínas que está sempre presente no trigo, no centeio, na aveia e na cevada, e quando falamos desses alimentos também nos referimos aos seus derivados, tipo farinha de trigo e tudo o que se faz com ela, como pães, bolos, biscoitos etc. É o glúten que dá a textura macia a esses alimentos.

    Na verdade, o glúten não é necessariamente nocivo à saúde, a não ser que a pessoa tenha alguma sensibilidade a ele (detectada em consulta com médico ou nutricionista). Para estas pessoas o glúten pode causar problemas como alergias, dermatite, prisão de ventre e aumento de peso. Além disso, existem algumas doenças que para serem tratadas exigem que o glúten seja retirado da alimentação: é o caso, por exemplo da doença celíaca (uma inflamação grave do intestino). Para facilitar a vida dessas pessoas, as empresas de alimentos são obrigadas a informar no rótulo do produto CONTÉM GLÚTEN / NÃO CONTÉM GLÚTEN.

    Somando-se a isto, estudos mais recentes mostram que crianças com autismo, Síndrome de Down e adultos com escleroses e outras doenças do sistema nervoso tendem a ter melhores resultados no tratamento quando retiram o glúten da alimentação. Em todo caso, é possível sim ter uma alimentação saudável sem o glúten, mas mais importante do que isso, é preciso saber se realmente é necessário, e isso apenas um médico ou nutricionista podem afirmar.

    A maior dificuldade da maioria das pessoas no início é encontrar alguma alternativa para substituir os pães, bolos, biscoitos, cereais matinais, macarrão e tudo o mais que é feito principalmente com a farinha de trigo. Para substituí-los, o mais comum é encontrar alternativas como receitas de massas, biscoitos e pães à base de farinha de arroz integral, quinoa, soja ou mesmo com ingredientes mais refinados, como as féculas e polvilho. O melhor mesmo é se fartar das frutas, verduras, legumes, castanhas e grãos integrais sem glúten (como o arroz, quinoa, soja, feijões, lentilha e outros).

    Também é importante prestar muita atenção no que vai nos rótulos dos alimentos. Às vezes a informação CONTÉM GLÚTEN pode estar em alimentos que aparentemente não levam nenhum ingrediente como trigo, aveia, cevada ou centeio.

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