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    Sábado, 20 de Dezembro de 2014
    “A Família Bélier”: um filme para fugir do óbvio neste Natal

    (La Famille Bélier, Comédia, França, 2014)

    De Eric Lartiau. Com Bruno Gomila, Céline Jorrion, Clémence Lassalas, Eric Elmosnino, Fronçois Damiens, Giulia Foïs, Ilian Bergala, Jérôme Kircher, Karin Viard, Louane Emera, Luca Gelberg, Manuel Weber, Mar Sodupe, Melchior Lebeaut, Philippe Dusseau, Roxane Duran e Sébastien A.

    Uma das melhores sensações que se pode ter no cinema é a surpresa, seja por um final inesperado, por um momento impactante ou, melhor ainda, pela descoberta de um filme obscuro e pouco divulgado que se revela uma verdadeira pérola.

    "A Família Bélier”, longa francês de Eric Lartigau que estreia no Brasil neste Natal, é um desses filmes que te pegam despreparado e te fazem chorar como criança. Não porque seja triste ou trágico: é a beleza de sua história que enxágua os olhos.

    Paula Bélier é uma adolescente bastante ocupada: ela mora numa fazenda e todos os dias ajuda os pais com os bezerros antes de ir para a escola. Depois, ajuda na venda de queijos na feira. Paula é a única falante numa família de surdos e por isso tem o trabalho extra de traduzir toda a comunicação para o restante da comunidade.

    Um dia, para ficar mais perto de um garoto, Paula se candidata ao coral da escola e lá descobre que tem talento para a música. Convidada a participar de um concurso para estudar canto em Paris, ela começa a ensaiar às escondidas, na casa do exigente professor Thomasson (Eric Elmosnino).

    O filme não narra apenas uma história de conquistas; debruça-se também sobre o que é ser adolescente, descobrir a si mesmo e conquistar a independência dos pais. Paula é uma garota relativamente extrovertida, mas com baixa autoestima e que ainda guarda alguns laços com a infância. A música para ela será a afirmação de uma beleza até então oculta, de um potencial que ela pode desenvolver sozinha, longe de sua família.

    A independência vem para os dois lados, já que com a filha falante os pais e o irmão se acostumaram a ter uma intérprete em todos os momentos. Além disso, a descoberta da voz significará para a mãe, em especial, o confronto com o mundo não-surdo e a necessidade de quebra de um preconceito que ela sempre nutriu, inclusive contra a filha.

    “A Família Bélier” é uma história doce sobre família, música e liberdade, que tem um pouco a ensinar a todos os públicos, sem apelações nem preconceitos. Dê uma chance.

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