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    Segunda-Feira, 16 de Fevereiro de 2015
    Design brasileiro, ecofriendly e lindo

    Há 15 anos trabalhando com o papelão, Domingos Tótora criou um material que usa o papel picado misturado a sacos de cimento vazios, água e cola. O resultado é rígido e, de acordo com o designer, fecha o ciclo natural, pois a qualidade final do produto assemelha-se a da madeira usada para originar o papelão.

     

    "Quando será que o homem e a natureza viverão em harmonia? Entendimento, interação e colaboração seriam metas desejáveis", comenta a jornalista e crítica de design, Maria Helena Estrada logo em um dos prefácios do livro Desafios do design sustentável brasileiro.

     

    O projeto do MAR (Museu de Arte do Rio), de Paulo Jacobsen e Thiago Bernardes, articula diferentes níveis de preservação e tombamento.

     

    A obra mostra peças de mobiliário e de produto, construções arquitetônicas e criações da moda escolhidas sob a curadoria de Waldick Jatobá e assistência de curadoria de Bruno Simões.

     

     

    O projeto Luffa Lab, de Maurício Affonso, explora as propriedades da bucha natural para criar novos produtos, como o revestimento de parede da foto.

     

    Nas páginas feitas de vitopaper (um papel sintético produzido a partir de plásticos reciclados) são inúmeros os produtos que não apenas respeitam os recursos naturais do planeta, como também facilitam a vida diária e são frutos de projetos de inclusão social. Afinal, sustentabilidade tem a ver com construir um sistema interdependente de colaboração que beneficie a todos.

     

     

    O designer Hugo França usa resíduos florestais e urbanos para criar esculturas e móveis que respeitam ao máximo as formas orgânicas encontradas.

     

    Para dar ainda mais peso à lista de criações que não são apenas corretas, mas também lindas, cada um dos capítulos – Arquitetura, Design de moda, Design de móveis e Design de produto – foi escrito por uma personalidade de alto nível que pudesse falar, com propriedade, sobre sua área.

     

     

    O banco Poney, de Rodrigo Almeida, é formado por cestos plásticos multicoloridos e cintos de couro: duas matérias-primas inusitadas encontradas já em uso e adaptadas para dar origem a um novo produto.

     

    Além de inspirador, o livro levanta a bandeira do upcycling, o processo de transformar resíduos em itens mais valiosos do que os originais, um termo muito mais interessante que seu irmão mais novo: reciclagem.

     

     

    A coleção Lab, de Rahyja Afrange, é o resultado da experimentação de formas e volumes com feltro e as múltiplas funções que esses materiais podem adquirir.

     

    Como diria Waldick Jatobá, parafraseando a arquiteta Eve Blossom, “há algo acontecendo no design, algo poderoso. As pessoas perceberam uma verdade simples: o design é uma forma legítima de mudar o mundo.”

     

     

    A linha de fruteiras e objetos Batucada, de Brunno Jahara, é feita de alumínio 100% reciclado.

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