• Arquitetura

    Sexta-Feira, 13 de Maio de 2016
    Uma casa com arquitetura contínua!

    Camadas bem definidas segmentam uma casa localizada em Melbourne, Austrália, criada pelo escritório Jolson Architecture. Três fatias compõem o projeto, separadas por uso: coletivo, íntimo e lazer.

    No térreo ficam as salas de estar, jantar e de relaxamento, onde o ambiente é mais descontraído. O primeiro andar está a área privativa do casal, com o quarto principal, a biblioteca, o escritório e o terraço, na cobertura. No subsolo, reinam o entretenimento e os esportes. Um vazio central atravessa o volume, garantindo iluminação e ventilação a todos os pavimentos.

    Embora o exterior seja brutalista, os interiores são meticulosamente decorados. Os materiais utilizados do lado de fora penetram o edifício. A arquitetura esconde e integra os sistemas mecânico, elétrico e hidráulico. A solução eleita prioriza quatro pontos: luminosidade, calor, ligação dos espaços e continuidade de materiais.

    Por dentro da casa, volumes verticais e horizontais trabalham a luz natural e a sombra. Cada superfície tenta criar uma sequência, proporcionando uma experiência totalizante. Por isso os cômodos se interpenetram; as divisões dos ambientes não decorrem das paredes, mas das camadas de cores, luz e sombra.

    Lâminas de concreto alinhadas ao eixo norte-sul permitem que a insolação entre na casa sem delongas. Além disso, as aberturas incrustadas entre os pilares oferecem aos moradores um visual fragmentado em quadros, muito interessante.

    Nas paredes do átrio central há a aplicação de uma tela metálica, responsável por criar, no interior, sombras texturizadas que dançam pelas paredes e pelos pisos do térreo e do subsolo. Também o vazio age como uma chaminé térmica, levando ar fresco até a base, onde a lagoa tem efeito refrigerador.

    No andar inferior, semienterrado, a abundância de luz permite o uso de tons escuros. Ali aparecem então o aço, o couro e a pedra. O jogo entre a escuridão e a água da piscina cria uma experiência sensorial única.

    No andar superior, as cores assumem um papel diferente: o mobiliário claro é “dela”, e o escuro demarca a área “dele”, especialmente no escritório.

    Imagens: Peter Bennets / Divulgação.

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