• Arquitetura

    Sexta-Feira, 01 de Julho de 2016
    O vazio olímpico de Zaha Hadid!

    Os Jogos Olímpicos de Londres, ocorridos em 2012, foram os mais fotografados da História. Além do público e dos fotógrafos, durante a abertura, era possível ver levas de atletas com seus telefones empunhados, registrando tudo.

    A maioria das imagens capturadas no decorrer daquelas semanas focava nas pessoas, nos esportistas. Mas havia alguém ali no meio com os olhos em outro lugar.

    A pedido dos organizadores do evento, a fotógrafa Janie Airey se propôs a registrar o Parque Olímpico vazio, antes que qualquer visitante lá tivesse estado. Entre eles, o complexo aquático, desenhado e erguido por Zaha Hadid.

    O resultado são composições serenas que revelam a beleza arquitetônica da arena. A imobilidade que transborda das imagens é interessante, pois nega por completo a sentimentalidade que os ambientes suscitariam na sequência, tanto nos atletas quanto na plateia.

    Evidente: os espaços olímpicos estão entre os locais onde mais são expressadas paixões, raivas, frustrações, orgulhos e outras emoções fortes.

    Mesmo no vazio capturado, foi possível identificar a potencialidade do que estava por vir, ou seja, uma aura de iminência que anuncia toda a comoção para a qual as construções estavam preparadas.

    Para Airey, prédios como os desenvolvidos pela arquiteta Zaha Hadid para as competições aquáticas têm em suas imagens a chance de mostrar a sua personalidade sem serem dominados pelo imponente ego dos atletas.

    Imagens: Janie Airey / Divulgação.

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