• Arquitetura

    Sexta-Feira, 21 de Outubro de 2016
    Uma montanha de livros aberta ao mundo!

    Quando desafiada a criar uma biblioteca pública para a cidade de Spijkenisse, perto de Roterdã, na Holanda, a MVRDV teve que repensar todo o conceito deste tipo de construção – em geral, prédios semelhantes a pavilhões, com poucas janelas. Mas os arquitetos sabiam que a solução estava longe de ser essa.

    Nessa época em que as bibliotecas vivem uma concorrência avassaladora com a Internet e as livrarias baratas, chega-se a questionar a sua pertinência. Então a principal preocupação da MVRDV foi criar um edifício que fosse contra todas as expectativas, se integrasse na cidade e fosse permeável, convidando a entrar e a permanecer.

    Com uma área limitada, optaram por uma construção em altura, com cinco andares e um telhado inclinado que permite o máximo aproveitamento do espaço, conferindo-lhe uma forma icônica que se assemelha a uma montanha.

    A divisão do espaço interior foi feita em duas partes: as zonas fechadas ou possíveis de fechar – referentes a lojas, auditórios, arrecadações, escritórios, casas de banho, entre outros – e a zona de leitura e exposição da coleção de livros da biblioteca, disposta nos terraços de cada andar.

    Ao forrarem as paredes dos terraços com estantes criaram uma montanha de livros que pode ser vista do exterior através das grandes vidraças que constituem o revestimento do edifício.

    As escadas que ligam cada terraço aos seguintes permitem uma circulação em espiral através da montanha, favorecendo a organização dos livros por ordem alfabética. Existem também percursos alternativos com escadas e elevadores, permitindo acesso a pessoas com mobilidade condicionada.

    Porém, as caraterísticas mais marcantes deste edifício são o revestimento em vidro e a sua sustentabilidade energética: ele funciona como uma redoma de vidro e assim, tal como acontece com as estufas, garante-se uma boa constância da temperatura.

    Durante o verão, as películas que protegem do sol, aplicadas nos vidros, e as secções de vidro que abrem automática e manualmente permitem uma boa ventilação natural e evitam que o ambiente aqueça em demasia.

    No inverno, os vidros duplos, o aquecimento subterrâneo e os sistemas de aquecimento espalhados pela biblioteca asseguram uma temperatura agradável. Além disso, durante a noite parte da biblioteca permanece aberta, estando iluminada tanto no interior como no exterior, mantendo a visibilidade nos dois sentidos e tornando a zona envolvente mais segura.

    Fonte: http://obviousmag.org

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